Entenda como o uso da inteligência artificial vem sendo aplicado nas empresas, seus benefícios práticos, limitações e desafios ligados a dados, integrações e governança.
O uso da inteligência artificial nas empresas deixou de ser um tema restrito à inovação experimental e passou a ocupar um espaço real dentro das operações e da estratégia corporativa. Hoje, organizações de diferentes setores aplicam IA para automatizar processos, apoiar decisões e transformar a forma como interagem com clientes e mercados.
Ao mesmo tempo, o avanço da tecnologia não elimina um ponto central: existe uma diferença importante entre adotar inteligência artificial e gerar valor consistente com ela. Um estudo recente da Boston Consulting Group (BCG) mostra que 74% das empresas ainda enfrentam dificuldade em transformar iniciativas de IA em impacto real e escalável, permanecendo presas em pilotos isolados ou aplicações limitadas.
Esse cenário reforça uma visão pragmática. O uso da inteligência artificial depende menos de entusiasmo tecnológico e mais de fundamentos estruturais, como dados confiáveis, integração entre sistemas e governança bem definida.
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Por que o uso da inteligência artificial se tornou prioridade
Empresas operam em um ambiente de alta complexidade, com pressão crescente por eficiência, produtividade e inovação contínua. Nesse contexto, o uso da inteligência artificial se tornou uma alavanca estratégica para acelerar decisões, reduzir custos operacionais e aumentar a capacidade de resposta ao mercado.
No Brasil, esse movimento também vem ganhando escala. Dados ligados à pesquisa PINTEC indicam que o uso de IA na indústria brasileira cresceu mais de 160% em comparação a 2022, evidenciando uma aceleração relevante na adoção corporativa.
Ainda assim, o diferencial competitivo não está apenas em “usar IA”, mas em integrá-la ao core do negócio, conectando tecnologia, processos e informação de forma sustentável.
Aplicações reais do uso da inteligência artificial nas empresas
O uso da inteligência artificial vem se consolidando principalmente em aplicações práticas, voltadas à resolução de problemas concretos e com potencial de escala dentro das organizações.
Uma das áreas mais maduras é a automação inteligente de processos. Diferentemente de automações tradicionais, baseadas em regras fixas, a IA permite interpretar dados não estruturados, lidar com variações operacionais e apoiar decisões em tempo real. Isso se traduz em ganhos claros em atividades como análise de documentos, detecção de fraudes, otimização logística e manutenção preditiva.
Outra frente relevante é o atendimento ao cliente e a personalização em escala. Assistentes inteligentes e sistemas baseados em IA evoluíram rapidamente, deixando de ser apenas canais de resposta automática e passando a atuar como componentes integrados a plataformas corporativas. Segundo uma pesquisa da Cloudera, 96% das empresas já incorporaram IA a processos essenciais do negócio, especialmente em operações digitais e áreas críticas de suporte.
Além disso, a inteligência artificial tem sido aplicada de forma crescente na análise de dados e apoio à tomada de decisão. Modelos de machine learning ajudam empresas a prever demanda, identificar riscos, otimizar preços e reconhecer oportunidades com maior velocidade. Porém, esses benefícios só se sustentam quando existe uma base consistente de dados corporativos.
Esse ponto ainda é um desafio importante. Um levantamento recente mostra que apenas 17% das empresas brasileiras afirmam ter dados acessíveis e estruturados o suficiente para suportar projetos de IA em escala, o que evidencia que a maturidade de dados segue sendo um fator limitante.
Por fim, a IA generativa se tornou um dos vetores mais relevantes dentro do uso da inteligência artificial nas empresas. Seu impacto cresce quando ela deixa de ser apenas uma ferramenta de produtividade individual e passa a se conectar diretamente a sistemas corporativos, como ERPs, CRMs e plataformas de dados. Nesses casos, a IA pode apoiar desde a geração automatizada de relatórios até a execução de tarefas administrativas e operacionais mais complexas.
Principais desafios do uso da inteligência artificial
Apesar do avanço acelerado, muitas empresas ainda enfrentam limitações estruturais para transformar IA em vantagem competitiva real.
O primeiro desafio está na dependência de dados confiáveis. A inteligência artificial é tão eficaz quanto a qualidade da informação que a alimenta. Dados fragmentados, inconsistentes ou inacessíveis reduzem precisão, aumentam riscos e limitam o potencial de escala.
Outro obstáculo recorrente é a integração com sistemas legados e ambientes distribuídos. Projetos de IA exigem conectividade entre múltiplas plataformas, o que torna integração e arquitetura fatores críticos para sucesso.
Governança e segurança também ocupam um papel central. À medida que modelos passam a influenciar decisões corporativas e executar tarefas nas companhias, cresce a necessidade de políticas claras de privacidade, compliance e rastreabilidade.
O ponto mais relevante é que o uso da inteligência artificial não deve ser tratado como um atalho tecnológico. Como aponta o estudo do BCG, a maioria das empresas ainda não consegue transformar iniciativas em valor sustentável justamente por falta de estrutura para escalar.
Como estruturar uma estratégia pragmática de IA
Para que o uso da inteligência artificial gere valor consistente, empresas precisam seguir uma abordagem disciplinada, orientada por casos de uso claros, métricas de negócio e arquitetura sólida.
O caminho passa por fortalecer a governança de dados, modernizar integrações, conectar IA aos processos centrais e garantir que a adoção seja escalável, segura e sustentável.
Mais do que adotar modelos avançados, maturidade em IA significa capacidade de operar inteligência como parte da estrutura do negócio.
Prepare sua empresa para evoluir com IA e integração
Transformar o uso da inteligência artificial em resultado exige mais do que implementar soluções isoladas. É necessário estruturar dados, integrações e governança para escalar inovação com segurança. Para isso, é fundamental contar com o apoio de profissionais especializados e parceiros estratégicos.
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