UX Design: tudo sobre a experiência do usuário

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Quantos vezes você já baixou no seu celular um aplicativo que prometia ser super útil para o seu dia a dia, mas acabou excluindo depois de não conseguir utilizá-lo corretamente? A UX Design é importante para que justamente isso não aconteça, uma vez que visa melhorar a experiência do usuário com produtos digitais, como aplicativos, sites, entre outras ferramentas.

A disposição dos comandos ou o tempo que uma página demora para carregar, por exemplo, são questões que afetam negativamente a experiência do cliente e podem fazer com que ele abandone a plataforma. Com a abordagem certa, é possível melhorar a usabilidade do produto e garantir a satisfação do usuário final.

Quer entregar plataformas digitais intuitivas e eficientes? Neste post, nós conversamos com Samuel Feijó de Carvalho e Paulo França, o coordenador de área UX e o responsável pela oferta de Consultoria Digital que engloba entre outras coisas os serviços de UI/UX da Engineering do Brasil, respectivamente. Vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre UX Design. Confira!

O que é UX Design?

O termo “UX” vem de User Experience, em inglês, e em português significa Experiência do Usuário. Para Samuel Feijó de Carvalho, trata-se de envolver o sentimento de uma pessoa em relação à utilização de determinado produto, sistema ou serviço.

Basicamente, é o modo como o usuário interage com o serviço ou produto, o que compreende desde como ele entende a função dos canais disponibilizados pela empresa, como os utiliza na prática, até o grau de facilidade para executar ações dentro dessas plataformas.

Em plena era da transformação digital, a metodologia UX Design vem ganhando cada vez mais espaço nas organizações, tendo em vista que contribui para o desenvolvimento de soluções que englobam todos os pontos de interação da pessoa, garantindo plataformas com excelentes níveis de navegabilidade, ágeis e intuitivas — aspectos imprescindíveis para o sucesso de um produto digital na atualidade.

Portanto, mais do que se concentrar no design, o conceito analisa todos os fatores que influenciam na experiência do usuário, como preferências, percepções, emoções, respostas físicas, psicológicas e crenças. 

Quais são os seus impactos nas empresas?

Independentemente da sua área de atuação, todas as empresas trabalham com a UX, porém, nem todas a planejam estrategicamente. Quando a experiência do cliente é levada em consideração, é possível obter uma série de benefícios, conforme falaremos abaixo.

Aumenta a taxa de conversão

Quando os usuários encontram dificuldades ou problemas na navegação, é muito provável que ele abandone o site ou app e procure seu concorrente. ‘’As boas práticas de UX evitam situações como esta e garantem que sua aplicação tenha uma execução perfeita’’, afirma o coordenador de área UX.

Dessa forma, você aumenta a retenção de usuários e, consequentemente, a sua taxa de conversão. Ou seja, terá um número maior de pessoas que compreendem o valor da solução, se tornam fiéis a ela e poderão indicá-la para familiares e amigos.

Traz eficiência na hora de desenvolver

A falta de organização e de processos estratégicos pode levar a equipe a cometer falhas na construção do produto. Com isso, a plataforma chega ao mercado com gargalos que prejudicam a usabilidade, tendo de ser reajustada pelos desenvolvedores.

‘’A aplicação das metodologias de UX não impacta apenas para os usuários finais, mas também toda a parte do desenvolvimento. É muito mais rápido desenvolver um produto testado e com todas as regras validadas, evitando refações’’, acrescenta Samuel Feijó de Carvalho.

Reduzos custos

Seguindo as boas práticas de UX, você evita erros que, normalmente, acontecem na execução de um projeto. Veja alguns exemplos comuns de erros:

  • objetivos do projeto que não correspondem à realidade e são inatingíveis;
  • estimativas nada precisas sobre o requisitos e recursos exigidos;
  • requisitos de sistema sem definição clara;
  • riscos não identificados e gerenciados;
  • falta de comunicação entre desenvolvedores, clientes e usuários;
  • uso de tecnologia sem comprovação;
  • inabilidade para entender a complexidade do projeto;
  • processos de desenvolvimento descabidos;
  • gestão inadequada do projeto.

A partir do desenvolvimento de projetos muito mais efetivos, enxutos e eficientes, os recursos gastos são muito menores. Afinal, há menos desperdícios de tempo e dinheiro, que podem ser empregados na criação de novos produtos, serviços ou estratégias de lançamento da ferramenta, a fim de atrair um número maior de usuários.

Quais são as boas práticas de UX Design?

Segundo Paulo França, as boas práticas de UX melhoram significativamente o planejamento dos recursos que serão empregados no site ou aplicativo, fazendo com que não sirvam apenas para chamar a atenção de usuários novos, mas sejam capazes de criar experiências diferenciadas e inesquecíveis. Acompanhe 5 dicas indispensáveis de UX Design.

1. Não tenha medo de testar

Teste de usabilidade é um processo constante em UX, tem por finalidade observar o uso de determinado produto e investigar questões que envolvem: navegação, entendimento da interface, validação de valor e validação de ideias.

Uma boa dica de teste na construção de um produto é fazer o teste assistido com protótipos navegáveis. Ao fazer isso, você terá um amplo conhecimento do seu produto e vai saber se está no caminho certo ou precisa rever os seus processos.

2. Pense Mobile First

Na publicação de março deste ano, a Kantar IBOPE Media trouxe à tona um importante cenário: 69 % dos indivíduos que costumam navegar pela internet em dispositivos móveis não se imaginam sem esse recurso no seu smartphone, sendo dependentes dele no seu dia a dia.

O uso da tecnologia é cada vez mais frequente na rotina das pessoas e isso só aumentou durante a pandemia. Além disso, o estudo aponta que, a cada 10 indivíduos, 8 entram na internet usando celular, o que corresponde a 80% do total de usuários. Estima-se que, nos últimos dez anos, 24% da população usam apenas aparelhos mobile para se conectar com a web.

Nesse contexto, é fundamental considerar as demandas do usuário mobile na hora de desenvolver projetos digitais. A adoção do mesmo design de um site para o acesso feito pelo computador e pelo celular prejudica a usabilidade da página e navegabilidade do seu público, por exemplo.

3. Preste atenção na performance

Entrar em um site que demora para carregar os produtos e informações é desanimador para qualquer pessoa que pretende comprar algo on-line. Uma pesquisa da Econsultancy revelou que 88% dos internautas estão menos propensos a dar continuidade a uma compra quando acessam um site que apresenta uma velocidade de carregamento ruim. Entre essas pessoas, cerca de um terço tende a falar dessa experiência ruim para os seus amigos.

Portanto, a velocidade é um quesito crucial para o sucesso do seu site. Para não perder clientes, em vez de simplesmente exibir uma tela em branco, como muitas páginas fazem, o ideal é carregar os elementos mais leves primeiro. Aqui, também é válido efetuar testes de velocidade, o que pode ser feito com o auxílio da Google Page Speed — ferramenta específica para esse tipo de avaliação.

4. Estabeleça uma hierarquia para simplificar a navegação

Atuar na organização e relação das imagens, itens e informações de uma página é uma tarefa árdua e que exige conhecimento. As práticas da UX têm como finalidade assegurar que a usabilidade da plataforma seja intuitiva, de modo a estimular as ações do usuário.

Tenha em mente que a usabilidade deve facilitar a navegabilidade das pessoas e impedir que elas se frustrem enquanto estão dentro do site ou aplicativo. Dito isso, o seu design e usabilidade precisam ser conciliados para resultar em um projeto responsivo, consistente e que forneça uma experiência inesquecível.

5. Escolha cores de forma estratégica

De acordo com Paulo França, a escolha das cores utilizadas no produto digital faz parte da estratégia de UI Design (Design de Interface). ‘’Hoje em dia encontramos diversos artigos sobre psicologia de cores que comprovam que o nosso cérebro percebe as cores e as converte em sensações, aperfeiçoando as emoções que temos diante do que enxergamos’’, completa. 

Como exemplo, podemos citar as cores quentes, como amarelo e vermelho, que tendem a despertar um senso de urgência e podem representar erros. Enquanto os tons frios, como é o caso do verde e azul, passam uma ideia de ação assertiva, tarefa cumprida. Por sua vez, as cores neutras, como branco, preto e cinza, agregam sofisticação, credibilidade e ajudam a destacar as demais cores ao seu redor.

Contudo, é recomendado ter cautela quanto ao uso das cores, pois elas podem induzir ao erro parte dos usuários que necessita de uma abordagem e acessibilidade específicas para as suas características.

Como a UX Engineering melhora a experiência do usuário?

A UX Engineering é a metodologia de aprimoramento da experiência do usuário desenvolvido com exclusividade pela Engineering do Brasil. Trata-se de um conceito de atuação totalmente modular, que se baseia no Design Thinking.

‘’Nossa suíte de UX tem até cinco produtos que de forma completa resultam na jornada perfeita da usabilidade e experiência dos usuários, entretanto, com possibilidades de atuação em produtos específicos a depender da necessidade de cada cliente e nível de maturidade do produto / serviço no mercado’’, diz o responsável pela Consultoria Digital da empresa.

Isso quer dizer que montamos o escopo modularmente para atender aos nossos parceiros e clientes de forma que o foco de nossa atuação seja onde conseguiremos maior entrega de valor e resultados para o projeto. A Engineering oferece suporte em toda a transformação digital, e em UI/UX isso ocorre nas seguintes fases:

  • UX Descoberta (Tenho um problema, como posso abordar?);
  • UX Definição (Comportamentos de usabilidade);
  • UX Ideação (Desenhando a solução);
  • UX/UI Protótipos (Construção do produto);
  • UX Testes (Validação do produto).

‘’Claro que cada necessidade traduzida em escopo de atuação é singular, porém vale ressaltar que no formato de atuação “personalizado”, podemos desenhar e construir um escopo que faça sentido e esteja aderente a cada empresa, produto ou serviço, além de definirmos em conjunto a necessidade de skills técnicos para cada etapa prevista e o formato de atuação’’, aponta Paulo França.

A Engineering tem em seu DNA a transformação digital e, se pensarmos em serviços digitais, a disciplina de UI/UX deve fazer parte dessa jornada. Atuamos com uma forte e consolidada estrutura de uma multinacional de décadas no mercado, com a agilidade de uma startup.

Além disso, a oferta modularizada faz com que nossa atuação seja somente onde existam gaps em nossos clientes, alinhados com a estratégia de transformação para agregar valor ao negócio, aportar as competências e experiências necessárias para cada necessidade, de maneira única e específica, com profissionais qualificados para trabalhos singulares ou até com squads multidisciplinares. Tudo isso contribui para o desenvolvimento de produtos digitais com excelente capacidade de usabilidade e capazes de alavancar os seus resultados.

Quer adotar a metodologia UX Design e aproveitar ao máximo os seus benefícios? Entre em contato com a Engineering do Brasil e solicite um orçamento agora mesmo!

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